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Quais são os sintomas de Depressão?

Atualizado: 8 de fev.



Quais são os sinais e sintomas de Depressão?

Sentimento de tristeza na maior parte do tempo, diminuição de interesse ou prazer em atividades, alterações de sono e peso, falta de energia, sentimento de culpa e inutilidade, dificuldade de concentração, pessimismo e até pensamentos de morte.


Estado misto de Depressão e Ansiedade:

Os episódios depressivos podem vir associados a sintomas de ansiedade, tais como tensão, nervosismo, inquietação, preocupações, temor de que algo ruim aconteça e sentimento de que pode perder o controle de si mesmo.


Quando procurar ajuda?

Procure um profissional de saúde mental quando os sintomas atrapalharem sua qualidade de vida, bem como a execução de atividades pessoais, profissionais e acadêmicas?


Como tratar a Depressão?

O tratamento para depressão é sempre individualizado. Ou seja, de acordo com a gravidade do quadro e com a realidade de cada indivíduo o médico psiquiatra irá decidir pela psicoterapia e/ou pela introdução de antidepressivos. Em alguns casos, a associação de estabilizadores de humor e antipsicóticos é necessária, bem como a indicação de Neuromodulação.


Como a Depressão mata?

Existe a possibilidade de comportamento suicida na Depressão. Os fatores de risco são a história prévia de tentativas ou ameaças de suicídio, sexo masculino, ser solteiro ou viver sozinho e ter sentimentos frequentes de desesperança.


A Depressão é mais comum em mulheres?

A literatura em geral é consistente em relação à maior prevalência de depressão entre mulheres em relação aos homens (quase o dobro). Embora as mudanças hormonais sejam fatores de risco, fatores biológicos, características hereditárias, vivências pessoais e situações traumáticas também estão associados à maior probabilidade de depressão.

Alguns eventos que também podem contribuir para a depressão em mulheres são: adolescência, problemas pré-menstruais, gestação e pós-parto, perimenopausa e menopausa, assim como aspectos culturais e circunstanciais que permeiam o processo de subjetivação do feminino.


Depressão e sono: uma relação profunda e bidirecional

A depressão está intimamente ligada a alterações no sono, sendo esse um dos sintomas mais frequentes do transtorno depressivo. Pessoas com depressão podem apresentar tanto insônia quanto hipersonia, e em ambos os casos o sono tende a ser pouco reparador.

A insônia associada à depressão costuma envolver dificuldade para adormecer, despertares frequentes ou acordar muito cedo, geralmente acompanhados de sentimentos de angústia e ruminação. Já em outros casos, ocorre aumento excessivo do tempo de sono, com sonolência diurna persistente e sensação de cansaço mesmo após longos períodos dormindo.

Do ponto de vista fisiológico, a depressão está relacionada a alterações na arquitetura do sono, como redução do sono profundo e início mais rápido do sono REM, além de desregulação de neurotransmissores e hormônios importantes para o ciclo sono–vigília, como serotonina, melatonina e cortisol.

Essas mudanças comprometem a qualidade do descanso e contribuem para um ciclo de manutenção, no qual dormir mal intensifica os sintomas depressivos, e a depressão, por sua vez, continua prejudicando o sono. Por isso, o cuidado com o sono é um componente essencial na avaliação e no tratamento da depressão.


A Depressão faz a gente engordar?

Essa é uma dúvida muito comum — e a resposta é: pode acontecer, mas não é regra.

A depressão não afeta só o humor. Ela também pode mexer com o apetite, o sono e a energia. Algumas pessoas passam a comer mais, especialmente alimentos doces e ricos em carboidratos, como uma forma de aliviar o desconforto emocional. Outras se sentem cansadas o tempo todo e acabam se movimentando menos. Tudo isso pode contribuir para o ganho de peso.

Mas isso não acontece com todo mundo. Há pessoas que perdem peso durante a depressão, e outras que não percebem nenhuma mudança. Cada organismo reage de um jeito.

Também é importante lembrar que o tratamento ajuda. Quando a depressão começa a melhorar, o apetite tende a se regular, a energia aumenta e fica mais fácil cuidar do corpo — sem pressões ou cobranças excessivas.

Se você está passando por isso, saiba: engordar não é falta de força de vontade, nem sinal de fracasso. É um possível efeito de uma condição de saúde que merece cuidado e acolhimento.

Cuidar da mente é o primeiro passo. O resto pode vir com o tempo.



Referências Bibliográficas:

Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5 / American Psychiatric Association; tradução: Maria Inês Corrêa Nascimento... et. al.- 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

Baglioni, C. et al. Insomnia as a predictor of depression. Journal of Affective Disorders, 2011.



 
 
 

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