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O que é Ansiedade?

Atualizado: há 7 dias


Quais são os sintomas de Ansiedade?

A Ansiedade é um estado de preocupações excessivas que ocorre na maior parte dos dias, difícil controlar. Além disso, podem ocorrer sintomas como inquietação, sensação de estar com os nervos à flor da pele, fadiga, catastrofização (acreditar que algo ruim vai acontecer), medos irracionais, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular, alterações intestinais, tremores, tonturas, aceleração dos batimentos cardíacos, falta de ar, dor no peito, formigamentos, zumbidos, alterações do apetite e perturbação do sono.


É Ansiedade ou TDAH?

Ambas condições podem causar dificuldade de concentração, inquietação e falta de foco. Mas os indivíduos ansiosos percebem essa queixa apenas nos períodos em que se encontram com a ansiedade aflorada, diferente das pessoas com TDAH que apresentam essa característica de forma constante, geralmente notada desde a infância. Ademais, a falta do foco dos ansiosos costuma estar mais associada às preocupações e ruminações, o que não é comum no TDAH.


Como saber se tenho Ansiedade?

Sentir ansiedade de vez em quando é algo normal. Antes de uma prova, uma entrevista de emprego ou uma decisão importante, o corpo entra em estado de alerta. O problema começa quando essa sensação deixa de ser pontual e passa a fazer parte do dia a dia.

A ansiedade pode se manifestar de várias formas. Algumas pessoas percebem primeiro os pensamentos acelerados e a preocupação constante, enquanto outras sentem principalmente sintomas físicos, como coração acelerado, tensão muscular, dificuldade para respirar ou problemas para dormir. Quando esses sinais aparecem com frequência e começam a atrapalhar o trabalho, os estudos ou os relacionamentos, pode ser um indicativo de um Transtorno de Ansiedade.

Outro ponto importante é que a ansiedade não é apenas “nervosismo”. Em alguns casos, ela pode levar a episódios mais intensos chamados de Ataque de pânico, que incluem sintomas como falta de ar, sensação de perda de controle e medo intenso.

Saber se você realmente tem um transtorno de ansiedade exige uma avaliação profissional. Psicólogos e psiquiatras utilizam critérios clínicos descritos em manuais de diagnóstico como o DSM-5 (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition) para identificar padrões de sintomas e oferecer o tratamento adequado.


Quando procurar ajuda para controlar minha Ansiedade?

Recomenta-se procurar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra quando os sintomas de ansiedade estão frequentes, intensos, saem do controle, causando prejuízos em várias áreas de sua vida, como trabalho, estudos e relacionamentos pessoais.


Como tratar a Ansiedade?

O tratamento dos transtornos ansiosos baseia-se em mudanças do estilo de vida, manejo de estresse, psicoterapia e medicações da classe dos antidepressivos. Após a avaliação psiquiátrica, esse profissional terá condições de avaliar qual a melhor tratamento para cada caso (nem sempre há a necessidade de uso de medicações).

Um remédio que funciona para uma pessoa não necessariamente funcionará para outra. A escolha da medicação sempre deve ser feita de forma individualizada. Outras atividades que ajudam no controle da Ansiedade são atividade física regular e meditação.


Qual o melhor tratamento para Ansiedade?

O melhor tratamento para ansiedade depende da intensidade dos sintomas e das necessidades de cada pessoa. Quando a ansiedade é persistente e interfere na vida diária, pode estar relacionada a transtornos como o Transtorno de Ansiedade Generalizada.

Um dos tratamentos mais recomendados é a psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC). Essa abordagem ajuda a identificar padrões de pensamento negativos e desenvolver estratégias para lidar melhor com preocupações e medos. Em alguns casos, médicos também podem indicar medicação, principalmente quando os sintomas são mais intensos ou incluem episódios como o Ataque de pânico.

Além do acompanhamento profissional, mudanças no estilo de vida podem ajudar a reduzir os sintomas. Praticar exercícios físicos regularmente, manter uma rotina de sono adequada, reduzir o consumo de cafeína e aprender técnicas de relaxamento são estratégias que contribuem para o controle da ansiedade.

O mais importante é lembrar que a ansiedade tem tratamento e que buscar ajuda profissional pode ser um passo fundamental para melhorar a qualidade de vida.


Como dormir com Ansiedade?

A Ansiedade é uma das principais causas de dificuldades para dormir, pois mantém o organismo em constante estado de alerta. Esse funcionamento dificulta o relaxamento físico e mental necessário para o início e a manutenção do sono.

Um dos aspectos centrais é a hiperatividade mental, marcada por preocupações excessivas, antecipação de problemas e pensamentos repetitivos, que costumam se intensificar ao deitar. Paralelamente, ocorre ativação fisiológica, com aumento da frequência cardíaca, tensão muscular e respiração superficial, sinais de que o corpo permanece em modo de vigilância.

A Ansiedade está frequentemente associada à insônia, seja pela dificuldade de adormecer, pelos despertares noturnos ou pelo despertar precoce. Com o tempo, pode surgir a chamada Ansiedade do Sono, caracterizada pelo medo de não conseguir dormir, o que reforça e perpetua o problema. Esse cenário cria um ciclo vicioso, no qual dormir mal intensifica os sintomas ansiosos, que por sua vez continuam prejudicando o sono.

Reconhecer essa relação é fundamental para o manejo adequado da ansiedade e para a promoção de um sono mais saudável. A dificuldade para dormir pode melhorar com orientações específicas de higiene do sono, com terapia comportamental voltada para o sono e com o tratamento da Ansiedade (mudanças do estilo de vida, Psicoterapia e/ou Antidepressivos).


Como controlar uma crise de Ansiedade?

Uma crise de ansiedade pode surgir de forma repentina e provocar sintomas intensos, como coração acelerado, falta de ar, tontura e sensação de perda de controle. Esses episódios também podem ocorrer durante um Ataque de Pânico. Apesar de assustadores, geralmente são temporários e existem estratégias simples que podem ajudar a reduzir a intensidade da crise.

Uma das técnicas mais eficazes é controlar a respiração. Respirar lentamente pelo nariz, segurar o ar por alguns segundos e soltar devagar pela boca ajuda o corpo a sair do estado de alerta. Além disso, focar a atenção no ambiente — observando objetos, sons ou sensações físicas — pode ajudar a mente a se reconectar com o presente e diminuir o ciclo de pensamentos negativos.

Também é importante lembrar que a crise vai passar. Muitas vezes, o medo dos sintomas acaba intensificando a ansiedade. Manter pensamentos mais realistas e dar alguns minutos para o corpo se acalmar pode ajudar a recuperar o controle.

Se as crises de ansiedade acontecem com frequência ou começam a interferir na vida diária, é importante buscar ajuda profissional. Um psicólogo ou psiquiatra pode avaliar se há um transtorno de ansiedade, como o Transtorno de Ansiedade Generalizada, e indicar o tratamento adequado.


Ansiedade tem cura?

A ansiedade é uma reação natural do organismo diante de situações de perigo ou estresse. No entanto, quando os sintomas se tornam frequentes, intensos e começam a interferir na vida cotidiana, pode estar presente um transtorno de ansiedade, como o Transtorno de Ansiedade Generalizada.

De modo geral, a ansiedade não é considerada uma condição com cura definitiva, mas pode ser controlada de forma eficaz com tratamento adequado. Muitas pessoas conseguem reduzir significativamente os sintomas e melhorar sua qualidade de vida por meio de acompanhamento profissional.

O tratamento costuma incluir psicoterapia, mudanças no estilo de vida — como prática regular de exercícios, melhora do sono e técnicas de manejo do estresse — e, em alguns casos, o uso de medicamentos prescritos por um médico. Episódios mais intensos também podem ocorrer na forma de Ataque de pânico, que igualmente podem ser tratados com acompanhamento especializado. Buscar ajuda profissional é um passo importante para compreender os sintomas e encontrar estratégias adequadas de tratamento.


O que o seu psiquiatra gostaria que você soubesse sobre Ansiedade:

A causa desse transtorno pode envolver um componente genético. Por isso, é muito comum que uma pessoa que já teve ansiedade apresentar outros episódios ao longo da vida, necessitando reiniciar o tratamento. Isso não quer dizer que você se tornou "dependente" do antidepressivo. Essas medicações não são tarja preta e portanto não causam dependência química.


Por que as mulheres tem mais ansiedade?

As mulheres têm uma possibilidade duas vezes maior que os homens de ter ansiedade. Além de fatores genéticos e hormonais, o contexto de desigualdade social pode contribuir para essa diferença. Durante a pandemia de Covid 19 isso se tornou ainda mais evidente, uma vez que muitas mulheres perderam emprego ou tiveram que reduzir a jornada de trabalho para realizar atividades domésticas, cuidar dos filhos ou familiares idosos, aumentando o estresse e o agravamento de sintomas ansiosos.


Como parar de pensar demais?

Pensar demais, também chamado de ruminação, acontece quando a mente fica presa em preocupações ou pensamentos repetitivos. Esse padrão é comum em situações de estresse e pode estar associado a transtornos de ansiedade, como o Transtorno de Ansiedade Generalizada.

Uma forma de reduzir esse ciclo é trazer a atenção para o momento presente, por meio de técnicas de respiração ou exercícios de atenção plena (mindfulness). Outra estratégia útil é anotar os pensamentos, o que ajuda a organizar as ideias e diminuir a sobrecarga mental.

Quando os pensamentos excessivos se tornam frequentes e começam a afetar o bem-estar ou a rotina, é importante considerar apoio profissional. A psicoterapia pode ajudar a identificar padrões de pensamento e desenvolver estratégias para lidar melhor com a ansiedade e sintomas relacionados, incluindo episódios de Ataque de pânico.



Referências Bibliográficas:

Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5 / American Psychiatric Association; tradução: Maria Inês Corrêa Nascimento... et. al.- 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

Alvaro, P. K., Roberts, R. M., & Harris, J. K. A systematic review assessing bidirectionality between sleep disturbances and anxiety. Sleep Medicine Reviews, 2013.

Ministério da Saúde. Transtornos de ansiedade: sintomas e tratamento.

World Health Organization. Mental health: Anxiety disorders.

American Psychological Association. Rumination and mental health.



 
 
 

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