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O que a Ansiedade pode causar?

Atualizado: 8 de fev.


Como a Ansiedade age no corpo?

A Ansiedade é um estado de preocupações excessivas que ocorre na maior parte dos dias, sendo que o indivíduo considera difícil controlar. Além disso, podem ocorrer sintomas como inquietação, sensação de estar com os nervos à flor da pele, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular, alterações intestinais, tremores, tonturas, aceleração dos batimentos cardíacos e perturbação do sono.


É Ansiedade ou TDAH?

Ambas condições podem causar dificuldade de concentração e falta de foco. Mas os indivíduos ansiosos percebem essa queixa apenas nos períodos em que se encontram com a ansiedade aflorada, diferente das pessoas com TDAH que apresentam essa característica de forma constante, geralmente notada desde a infância. Ademais, a falta do foco dos ansiosos costuma estar mais associada às preocupações e ruminações, o que não é comum no TDAH.


Quem trata a Ansiedade?

Geralmente profissionais de saúde mental, como Psicólogos e Psiquiatras.


Quando procurar ajuda para controlar minha Ansiedade?

A Ansiedade deve ser considerada um transtorno, e dessa forma receber tratamento, quando os sintomas saem do controle do indivíduo, causando prejuízos em várias áreas de sua vida, como trabalho, estudos e relacionamentos pessoais.


Como controlar a Ansiedade?

O tratamento dos transtornos ansiosos baseia-se em Psicoterapia e medicações da classe dos Antidepressivos. Após a avaliação psiquiátrica, esse profissional terá condições de avaliar qual a melhor medicação para cada caso. Um remédio que funciona para uma pessoa não necessariamente funcionará para outra. Outras atividades que ajudam no controle da Ansiedade são atividade física regular e meditação.


Ansiedade e sono: quando o corpo não consegue desligar

A ansiedade é uma das principais causas de dificuldades para dormir, pois mantém o organismo em constante estado de alerta. Esse funcionamento dificulta o relaxamento físico e mental necessário para o início e a manutenção do sono.

Um dos aspectos centrais é a hiperatividade mental, marcada por preocupações excessivas, antecipação de problemas e pensamentos repetitivos, que costumam se intensificar ao deitar. Paralelamente, ocorre ativação fisiológica, com aumento da frequência cardíaca, tensão muscular e respiração superficial, sinais de que o corpo permanece em modo de vigilância.

A ansiedade está frequentemente associada à insônia, seja pela dificuldade de adormecer, pelos despertares noturnos ou pelo despertar precoce. Com o tempo, pode surgir a chamada ansiedade do sono, caracterizada pelo medo de não conseguir dormir, o que reforça e perpetua o problema.

Do ponto de vista biológico, há desregulação hormonal, especialmente do cortisol e da melatonina, comprometendo o ritmo circadiano e a qualidade do sono. Esse cenário cria um ciclo vicioso, no qual dormir mal intensifica os sintomas ansiosos, que por sua vez continuam prejudicando o sono.

Reconhecer essa relação é fundamental para o manejo adequado da ansiedade e para a promoção de um sono mais saudável.


O que o seu psiquiatra gostaria que você soubesse sobre Ansiedade:

A causa desse transtorno pode envolver um componente genético. Por isso, é muito comum que uma pessoa que já teve ansiedade apresentar outros episódios ao longo da vida, necessitando reiniciar o tratamento. Isso não quer dizer que você se tornou "dependente" do antidepressivo. Essas medicações não são tarja preta e portanto não causam dependência química.


Por que as mulheres tem mais ansiedade?

As mulheres têm uma possibilidade duas vezes maior que os homens de ter ansiedade. Além de fatores genéticos e hormonais, o contexto de desigualdade social pode contribuir para essa diferença. Durante a pandemia de Covid 19 isso se tornou ainda mais evidente, uma vez que muitas mulheres perderam emprego ou tiveram que reduzir a jornada de trabalho para realizar atividades domésticas, cuidar dos filhos ou familiares idosos, aumentando o estresse e o agravamento de sintomas ansiosos.



Referências Bibliográficas:

Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5 / American Psychiatric Association; tradução: Maria Inês Corrêa Nascimento... et. al.- 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

Alvaro, P. K., Roberts, R. M., & Harris, J. K. A systematic review assessing bidirectionality between sleep disturbances and anxiety. Sleep Medicine Reviews, 2013.



 
 
 

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